<i>CGD</i> financia grande capital

Num comunicado de segunda-feira do seu Gabinete de Imprensa, o PCP considera «surpreendente» algumas decisões recentes do Conselho de Administração da Caixa Geral de Depósitos, tomadas, lembram os comunistas, «num contexto de fortes restrições na concessão de crédito às famílias e à esmagadora maioria das empresas nacionais e em que o pouco crédito concedido é cada vez mais caro». As decisões em causa referem-se à participação da Caixa no financiamento de parte da Oferta Pública de Aquisição (OPA) da totalidade do capital da Brisa pelos dois principais accionistas, José de Mello e Arcus, avaliada em cerca de 700 milhões de euros; e a venda da participação accionista que o grupo CGD detém na Cimpor (9,6%), no seguimento da OPA lançada pelo Grupo Camargo Corrêa.

Para o PCP, estas são duas decisões «altamente lesivas do interesse público que deveria nortear a intervenção da CGD na economia nacional».

O PCP exige um esclarecimento cabal sobre as razões que levam o Estado, «contra o interesse nacional, a alienar e privatizar toda a sua participação accionista na principal empresa cimenteira nacional e a participar no financiamento de uma operação bolsista, cujo interesse público é nulo e que não visa mais do que o favorecimento dos interesses do Grupo Mello, colocando os recursos públicos ao seu serviço». No comunicado, o PCP informava ainda que faria estas e outras questões directamente ao ministro das Finanças na audiência realizada ontem na Comissão de Orçamento, Finanças e Administração Pública da Assembleia da República.



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